Quando não dá mais para levar um relacionamento adiante


Chega uma hora em que as tentativas de se levar o relacionamento adiante cessam, por uma das partes, aí não tem jeito. Não tem terapia de casais ou psicólogo/ psicoterapeuta que dê uma luz que resolva. Muitas vezes nem ganhando milhões na loteria!
Mas quando é o momento? Penso que é exatamente quando se esgotaram TODAS as possibilidades de uma das partes tentar continuar e partir para uma súbita "auto humilhação". Muitos ultrapassam este limite se sujeitando até a perdoar traições, deslizes, vícios, etc. por parte do outro(a).
Porém, acredito que um ser humano, por mais que ame, tenha limites.
Para dar um exemplo prático, imagine uma mulher casada que tenta por todos os meios atiçar e reacender o "fogo" do marido e atenção dele dentro do casamento, sendo que ela já foi traída e sabe disso, sendo que ela nota claramente que ele tem uma outra, pois na cama faz o habitual e sai, na relação, paga as contas e dá um tchau, vou trabalhar..mas tem medo de romper. 
Imagine também o caso de um homem mais apegado que permite todos os tipos de vadiagens da namorada, por gostar muito dela, por pensar que é a única no mundo e que ficar sozinho o tornará derrotado, permitindo que ela saia muito mais com as "zamigas" do que com ele, entre outras humilhações e comparações com outros caras...só para manter o namoro dele.
É óbvio que estas pessoas, em meio a brigas e discussões já ultrapassaram o limite do que seria aceitável numa relação a dois. E acabam aceitando humilhações, desdéns e submissões fora do aceitável facilmente.
A partir do momento em que não há mais estas três coisas: RESPEITO, INTERESSE e CUMPLICIDADE, não há dúvidas em encerrar uma história para não dar m3rda ou não ser conhecido na sociedade como o tontolão c0rnão ou a chifruda mongolona.
Respeito: o outro deixa de prezar pela harmonia do casal: ridicularizações na frente de outras pessoas, xingamentos ofensivos, agressões, traição e desconsideração pelo que a outra parte pensa são alguns exemplos;
Interesse: principalmente na cama, mas também não querer saber um mínimo sobre como a outra parte está vendo a relação, cag@r e andar para planos futuros ou até mesmo não dar a mínima para certos problemas mais sérios (até de saúde) do parceiro(a) interferem, mesmo não sendo tão perceptíveis;
Cumplicidade: "se vira/ faça o seu, que eu faço o meu/ isso não é da minha conta/ eu te avisei, agora aguente!" e outros exemplos de f0da-se que um joga para o outro são sinais mais que claros (e tem gente que não quer enxergar!) de que ali não há futuro e nem uma relação sadia. Quando falta o companheirismo, mesmo em momentos difíceis uma das partes paga e muito caro.
Querer continuar insistindo em algo que não evolui e sim desgasta é uma falha grave de comportamento que só denota falta de autoestima, medo de rumar sozinho(a) a vida e sair do inferno que se está vivendo e principalmente uma fraqueza incessante para decidir o que mais vale na vida: a sua satisfação, realização e mente livre de males causados pelos outros aos quais você depositou toda a confiança do mundo um dia.
Resumindo: não insista em remar em barca furada. Mesmo sabendo nadar você pode ser engolido por jacarés ou piranhas.

Um comentário :