O valor do fútil em detrimento do útil: porque muitos não são valorizados?


Várias pessoas que conversam comigo dizem que têm um ótimo papo, são bem informadas sobre vários assuntos, sabem conversar com homens ou mulheres, mas ficam indignadas quando acabam percebendo atualmente que quem ganha atenção, respeito e é idolatrado... é o fútil, o crasso, o p0rra louca e o insignificante.
Me perguntam: - o que fazer? Porque não sou valorizado(a)? Porque existe uma certa fuga de quem não está abobalhado, atolado num estilo de vida cru, sem nexo, adepto ao "f0da-se" e ainda vai na contra mão disso: sempre busca o melhor para si mesmo? "- Nem me escutam, será que eu que sou retardado(a)?"
Eu sempre respondo: - Deixe estar.
Todos se decepcionam uma hora com suas escolhas. Vou além e digo que a sociedade BR regrediu muito em maturidade, pois é como se voltássemos todos a ter 10 anos de idade. Sim, estamos num nível muito baixo de cultura e compreendimento do que é bom e do que não é.
Duvida? Olhe a sintonia pífia que existe entre grande parte do círculo social que você vive com a cultura. Não estou pedindo para observar quantos nerds existem ao seu redor e sim o que o povo se orgulha em ter disponível: estilos musicais cada vez mais apelativos e esdrúxulos, mídia incitadora de ideologias nocivas e nada contribuidoras para o desenvolvimento humano, pu7aria em relacionamentos sendo pregada cada vez mais como comportamentos normais e aceitáveis, bandidos criminosos com mais regalias que cidadãos de bem, política pública nojenta, etc.
E sobre valores humanos podemos concluir que: o homem bom, fiel e honesto é o bananão. A mulher decente, fiel e não promíscua é a bananona na visão das outras "contaminadas" pelas ideologias modernas.
Na realidade não podemos exigir que todos sejam iguais em nível intelectual e idoneidade. Nem nivelar por baixo e nem por cima. Mas QUEREM NIVELAR POR BAIXO, PORQUE É MAIS FÁCIL!
O que ocorre é que a "instantaneidade" é regra criada pela sociedade moderna há um bom tempo e conta pontos quem mais se afunda na piscina da ilusão. Seja para fugir dos problemas, seja para mascarar estilo de vida medíocre, seja para se preocupar muito mais sobre o fato de TER do que SER.
Então, se percebe que não te valorizam é como se sentir num deserto de areia com sol a pino vendendo farofa apimentada. Saia dali e procure seu "público alvo" adequado.
Não chegamos ainda a comermos as cabeças uns dos outros nestes tempos de crise, falsidades e egoísmos, mas é perfeitamente viável dizer que o que importa é o que você deixa em vida, o que você contribui para si e os demais de forma a beneficiar a todos. Não se revolte quando seu assunto não for muito interessante naquela roda de colegas, por exemplo, pode ser que o nível que você está exigindo ali é muito alto.
Se iluda menos por achar que vão te valorizar pelo que você conhece. Caia na real! Num mundo cada vez mais fútil os signos de poder contam muito mais do que qualquer currículo ou bagagem. Faça o que tem de ser feito: viva de forma consciente mas sem deixar que te insiram em algum campeonato social.

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