Como lidar com falastrões sociais contadores de vantagem



Se não é num determinado ambiente que você encontra certas figuras com comportamentos bizarros que fazem de tudo para chamar a atenção de todo mundo para si, certamente encontrará em outros. Eles estão por toda parte.

Não estamos falando aqui sobre os que tomam a palavra, na maioria das vezes, pois hoje em dia está cada vez mais importante ouvir os mais experientes ou pessoas dominadoras (comprovadamente!) sobre um determinado assunto. Mas sim dos contadores de "histórias" que nunca existiram, vantagens que nunca tiveram e outros malabarismos que muitos fazem questão de oferecer na interação social, a fim de convencer as mentes mais fracas e crédulas, e com isso tentando serem idolatrados.

Alguns especialistas em comportamento social apontam a causa como falta de autoestima e necessidade constante de se firmar e ser aceito no círculo de pessoas ao qual falastrões "zueiros" estão presentes. Destes não se espera uma conversa sadia, com momentos de ser o dono da palavra (fala), ouvinte, assimilação do assunto e compreendimento. Mas sim praticamente um monólogo pois tais "palestrantes sociais" sempre esperam ver bocas abertas de pessoas que o estão ouvindo... como objetivo máximo e de pensamento "uhuuulll! arrebentei a boca do balão e a galera acreditou! Sou o mais f0d@o agora!"

De forma geral os falastrões contadores de vantagens inexistentes têm como alvo as pessoas de característica mais reservada, que sabem o momento de ouvir e serem ouvidas dentro de uma conversa. Para os papagaios sociais estas pessoas são mais fáceis de serem manipuladas e convencidas, na teoria. Não em vão, o golpe do bilhete premiado ainda acontece nos dias atuais: sempre um criminoso de lábia preparada consegue roubar uma pessoa mais crédula em um "palavreado" cheio de bolinhas de açúcar, mas recheado de veneno e mentiras.

É por estas e outras que hoje em dia devemos acreditar nas atitudes e não em palavras. Nunca se falou/ comunicou tanto na atualidade com a ajuda da tecnologia e mídia, cada vez mais acessíveis ao ser humano. Mas poucos têm o discernimento consciente do que pode ser verdade ou não sobre o que é "jogado" numa conversa com pessoas do seu convívio social diário.

O que se pode propôr para tais comediantes da vida alheia (sim, existem também os especializados em ridicularizar os outros ao seu redor, apontando defeitos de aparência, condenando tal comportamento diferente ou mais discreto do que o seu e até inventando mentiras sobre sua vida social... a fim de precisar sempre estar "por cima" com esta atitude) é a indiferença. Ignore. Sempre.

Dê aquele riso de canto de boca, olhando nos olhos, como se estivesse o desafiando a tirar a máscara e assumir um complexo de inferioridade que está tentando ocultar. Passe a questionar os falastrões e contadores de vantagem: "cara, mas isso aconteceu mesmo? Como foi?" Quando fizerem alguma piada com você, sobre seu comportamento, roupa que veste, aparência física ou algo que disse...faça a clássica pergunta: "é para rir?".

São ações básicas que quebram por completo qualquer intenção de ridicularização dentro de uma conversa em meio a pessoas que podem vir a idolatrarem.

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