Nem toda pedra preciosa pode ser lapidada

O segundo caso durou muito pouco, porém também serviu de pleno aprendizado no que diz respeito a se relacionar com mulheres mais novas. Maiores de idade, mas "novinhas" em relação à experiência de vida. Eu fui o seu primeiro namorado.


Não demorou muito para perceber que eu estava lidando com uma raridade virgem, religiosa, de família simples e bem tradicional de uma pequena cidade. Não tive dúvidas ao pensar que era a mulher certa. Até que me provasse o contrário. Porém, nunca provou.


Ela tinha um amigo de infância (homossexual) que sempre esteve do lado dela. Muitos diziam que achavam que eram namorados, mas como o cara não "curtia a fruta", isso nunca vingou. Até tentei saber o porquê que, quando eu chegava para vê-la, ele saía fora. Não demonstrou o mínimo de interesse em ter amizade comigo. Nunca entendi, porém percebi um certo ciúmes, talvez porque ela nunca havia namorado ninguém, tinha tempo livre para conversar com esse tal amigo, então coisas da idade (ele também era da mesma faixa etária que ela) que se relevam.


Depois de seis meses de relacionamento ela até que enfim topa "ceder" pela primeira vez. Mas estava com muito medo. Medo de depois disso eu sumir no mundo e ela ficar mal falada. Pensamentinhos de quem ainda tinha muito o que amadurecer.


Um dia ela pega o meu celular, do nada, e vai fuçar as mensagens. Havia uma mensagem recente de minha ex. A mensagem não era nada comprometedora, só relatava que estava arrependida de não ter eu na vida dela mais. Sim, meu erro foi não ter apagado assim que eu recebi. Mas não achei que aquilo causaria algum problema.


Eis que ela entra no banheiro, fica por vários minutos e sai com o rosto molhado. E conversa normalmente comigo, até sorri e tom de voz sempre calmo. Na hora eu não percebi nada, pois estava entusiasmado para sairmos.


Saímos normalmente, nos despedimos e a vida seguiu. Eis que da próxima vez que chego na cidade dela, esta veio com uma expressão diferente, toda nervosa e dizendo, do nada, que não tínhamos mais nada para conversar. Praticamente me expulsou da cidade.


Da minha parte faltou um pouco mais de vontade sim, assumo, em me dedicar mais, principalmente nos momentos em que eu queria descansar (fazia faculdade à noite, trabalhava o dia todo, finais de semana reservava para colocar trabalhos e estudos do curso em dia) e ela me queria lá perto dela. Mas foi uma vez só que não fui vê-la. O suficiente para somar isso ao fato de eu também não ter interesse em acompanhá-la nas missas de domingo na igreja da cidade dela.


Possivelmente um prato cheio para esse "amiguinho" dela aterrorizá-la ainda mais em relação a uma traição de minha parte. Pois a impressão que eu tinha era a de que ele vivia botando minhocas na cabela dela sobre nenhum homem prestar e para ela abrir o olho, entre outras babaquices de gente invejosa.


Moral da história: Não dê margem para a chance de te condenarem por uma coisa que você sequer fez ou fará. Mantenha-se misterioso, mas sempre presente. Mesmo assim alguma "agulhada" sempre levamos. E das pessoas mais invejosas e infelizes que rondam o ambiente, mas no momento não percebemos. Principalmente quando estiver em um relacionamento em que a mulher tiver todos os atributos de uma mulher honrada, de família e que lhe faz perceber nitidamente que seria uma boa esposa. Ninguém é perfeito, entretanto valorize quando tiver uma flor nas mãos, pois dependendo das circunstâncias qualquer rajada de vento pode despedaçá-la.

Um comentário :

  1. Sei não; acho que você se livrou de uma gelada... O "amigay" provavelmente a arrasta pra putarias, e como você é de outra cidade, era fácil ela manter o disfarce...

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