Não aceite uma "mulher-excesso" se você não precisa disso no momento

Terceiro relato: este vale a pena se posicionar confortavelmente aí para a leitura porque foi uma pós-graduação de vida. Perdi alguns anos da minha vida nesse caso com uma mulher que eu nem estava muito a fim de investir, pois se tratava de uma menininha mimada e totalmente fora dos ideais que uma mulher saudável teria de ter, mas ganhei em muita experiência.


A iniciativa foi 100% dela. Eu, como estava em uma fase tranquila, fui aceitando-a aos poucos. Até a alertei sobre o fato de sermos bem diferentes, a princípio. Mas acho que a carência dela era bem maior, afinal não sei se outros investiriam nela. Não era uma mulher que se cuidava em certos aspectos. Mas ela não ouvia. Me queria. De todo jeito. Quando percebi já estava envolvido e também praticamente membro sempre presente no ambiente da família.


Depois de um tempo notei claramente que eu estava ali mais por ser excelentemente aceitado pela família dela do que por estar com ela. Mas entre um evento ou outro ela começava a mostrar sua verdadeira cara. Começou a exigir que eu firmasse presença em qualquer convite para festinhas idiotas ou até em lugares onde não havia necessidade das mulheres levarem seus namorados. Não era muito fã de opções de casais normais. Outras cobranças saíram do contexto "só quero mostrar para os outros que eu tenho namorado", como até quando me obrigou a seguir a religião dela para podermos continuar um relacionamento mais feliz.


Como se isso mudasse algo! Pois o que se notava realmente era uma carência de alguém ao lado, mas não no sentido de companheirismo (isso sim, concordo que tem de haver, por parte do homem), mas sim unicamente para ninguém notar que ela era mais uma "jogada ás traças" na vida.


Algumas dessas exigências eu até tirava de letra, pois sabia que estava lidando com uma pessoa impaciente, dependente, reclamona, sem controle emocional, intempestiva e muitas vezes fútil. Ao que me parece, uma mulher que até hoje observo que ainda não amadureceu sequer um ano mentalmente. Sim, ela teve a tal atitude idiota e imatura de querer saber como eu estou nos dias de hoje, o que posto nas redes sociais, com quem eu ando, mesmo depois de alguns anos que terminamos.


Mas com o tempo veio cair mais um bom pedaço da máscara que ela usava: o interesse. Não interesse propriamente dito em relação ao dinheiro, andar de carro e outros. E sim como comprar/ dar coisas para ela. Presentes fora de época. Satisfazer muitas das necessidades que ela tinha.


Bom, toda mulher é consumista, entretanto nenhum homem é obrigado a satisfazê-la com futilidades toda semana. Como ela decidiu por só estudar e não trabalhar durante uma época, eu pagava tudo quando saíamos para comer, por exemplo. Mas isso era o de menos. O que me incomodavam eram pedidos quase diários para comprar algo mesmo em datas que não eram dia dos namorados, natal ou aniversário. Percebi que ela já chegava em um estágio do tipo "só me satisfaça, você que se foda".


Somado a isso vieram as cobranças por uma vida social mais movimentada como frequentar baladas. Isso mesmo! Ela já estava mostrando a verdadeira face. Totalmente o oposto de quando a conheci! Escancarando as verdadeiras vontades e hábitos que gostaria de ter, caso não namorasse. Dali em diante eu já sabia que estava lidando com uma mulher que mudou e se revelou totalmente imatura para um relacionamento sadio e sério.


A influência de algumas amigas de faculdade também contribuíram para que ela brigasse cada vez mais comigo, me exigindo que eu fosse com ela a lugares onde até então não íamos. Em razão destas e outras discussões inúteis eu não tinha mais interesse em fazer mais nada por ela. Não via vantagem em eu fazer algumas vontades dela e ela nada por mim.


De forma resumida, eu gostei dela durante um ano e, depois que ela foi se revelando, passei a estar naquele relacionamento muito mais pelos membros da família dela (me sentia muito bem acolhido em uma segunda família) do que por ela própria.


Moral da história: Nunca se prenda ao comodismo ou conveniência. Você pode até errar nisso, mas nunca erre no que toca a "compatibilidade" entre homem e mulher. É a tal falsa história: "Os opostos se atraem". Sim, talvez uma menininha delicada goste de um barbudão truculento ou um cara branquinho curta muito mais uma moreninha do que uma loira, entre outras diferenças de aparência. Mas a atração é somente visual! E nada mais! Não adianta insistir em um caso no qual as diferenças de ideias não batem, no qual as idades mentais não concordam . A sociedade oculta isso dizendo que, para o amor tudo vale a pena. Na prática não é assim que acontece.


Em qualquer momento a mulher que você está se relacionando pode se revelar, mudar da água para o vinho, mesmo sem ser culpa sua. São inconsequentes por natureza. Pode durar um mês, quatro anos, dez anos de noivado ou trinta de casados... sempre haverão demonstrações de que, aquilo que juram no altar: "na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza" pode mudar de forma bem radical.


Para fechar, se valorize. Sempre. Não escolha alguém para ficar ao seu lado só porque esta pessoa preencheu seu ego e também está carente. É raro sim mulheres inteligentes e que valem a pena investir nos dias atuais, porém um homem nunca deve assumir certos transtornos na vida dele por carência, seja afetiva, sexual ou emocional.

6 comentários :

  1. Meu Deus.......não pode ser coincidencia eu estar lendo isso hj
    estou prestes a passar por situação parecida

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  2. Que onda!
    Eis o eu caso: namorei à distância por uns 2 anos, larguei tudo (família, amigos, trabalho, faculdade) para ir morar com ela em São Paulo (sou de Salvador - BA) e nos casarmos. Eu, cristão (evangélico), solteirão, honesto, fiel. Ela evangélica, virgem, conservadora, legal.
    Pois bem, viajei. No começo foi massa e tal, nunca tinha namorado. Mas depois eu fui conhecendo a pessoa: ela não era crente coisa nenhuma (não lia a Bíblia, não orava; mentia, xingava e só pensava nesta vida), era mais gorda do que na foto e menos bonita, e me enchia para sempre me levar nas festas dos familiares dela, percebendo eu depois que ela queria me mostrar como um troféu para as primas e família.
    Agora, o que eu me indignei mesmo foi o fato d'eu ter me sacrificado, e ela não ter feito o mesmo por mim, quando eu decidi ir embora e voltar pra minha terra.
    Bem, eu soube que ela já casou e tudo e eu, até agora, não encontrei ninguém; o que mais me pesou, na verdade, foram duas coisas:
    - O fato d'eu ter me sacrificado todo, tendo largado um ótimo emprego, família, terra, amigos, faculdade PRA NADA!
    - O fato d'eu não ter "vencido a corrida", ou seja: não ter pegado uma mulher antes dela.
    Mas enfim: hoje eu faço o que posso e estou procurando ainda uma mulher que vale a pena.
    Paz.

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    1. Cara minha história é muito parecida com a sua, praticamente quase igual, tirando o fato de que ela foi morar comigo. Pense positivo, vocês não tiveram filhos e com certeza você ganhou mais ficando sozinho. É difícil mas é a realidade.

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    2. Poxa anônimo, que onda!
      E você, conseguiu superar?
      Paz e eu ainda tô caçando, mas tá difícil!

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  3. Pare de caçar. Vc é o foco, o protagonista, o responsável por sua felicidade. Esqueça isso de encontrar paz e felicidade fora de vc.

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  4. Nossa que bando de troxa

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